N'água e na pedra amor deixa gravados
seus hieróglifos e mensagens, suas
verdades mais secretas e mais nuas.

"Entre o ser e as coisas"
Carlos Drummond

terça-feira, 28 de outubro de 2014

A Sereia - Meu primeiro livro publicado

Olá, leitores(as),

Vou usar este espaço para divulgar o lançamento do meu primeiro livro, de prosas curtas, chamado "A Sereia".

Ele foi publicado, por enquanto, exclusivamente, no formato eletrônico do Kindle, leitor de livros eletrônicos da Amazon.

Pode ser adquirido, portanto, somente no site da Amazon:

amazon.com.br

Para quem não tem o Kindle "tablet", é possível baixar aplicativos gratuitos para PC, Mac, tablets e smartphones, também no site da Amazon.







Os links exatos para a página do livro e para a página dos aplicativos são os seguintes:

O livro

Os aplicativos

Agradeço desde já aos futuros leitores. Sintam-se à vontade para comentar!

Um grande abraço a todos.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Evoluir, não somente através do voto

Não devemos subestimar a contribuição que cada um de nós pode dar à sociedade, indo muito além do voto nos governantes.

Todos temos margem para evoluir como seres humanos, tornarmo-nos pessoas melhores, com cada vez mais frequentes e profundas energias, palavras e atos de amor, justiça, esperança, sabedoria e tantas outras virtudes, em nossa vida do dia a dia.

A indignação é importante, mas não deve ocupar totalmente o lugar desses outros sentimentos. Se melhorarmos a nós mesmos, transmitiremos naturalmente essa melhora às pessoas à nossa volta, aos ambientes que frequentamos, e, consequentemente, à sociedade em que vivemos.

Acredito que devemos sempre tentar fazer a serenidade e a humildade acompanhar as críticas, o máximo que pudermos, pois as vibrações de paz e amor que gerarmos serão importantes, inclusive, para termos a noção mais inteligente de como nos conduzir como cidadãos que contribuam para a melhora do nosso país.

Tendo maior ou menor sucesso nesse objetivo, o importante é não desistir de fazer o bem e de acreditar na possibilidade de evoluirmos como indivíduos e como coletividade.

domingo, 28 de setembro de 2014

Mulher sentada num banco de praça,
emoldurada por fontes, olhar no vazio


O fotograma vivo no espelho dos meus olhos,
abandonado no vento, obliquamente me fere.

Sussurra-me promessas, aventa um tempo sustado –
não me engana já, nasce e perece de uma vez
seduzindo por puro deleite, espirituoso e incompleto,
rastro de sutilezas e impressões desmanchando.

Meus pés se moldariam em correntes –
não alcançarei em momento ou posto
esta mulher que chamo de minha
numa solução inadequada e manca.

Não possuo o que me foge no instante,
não possuo o perene escape, não possuo o jamais.

Possuir é verbo inconjugável.

Persigo ainda o seu olhar que nada vê e tudo cria,
perco agora e perco sempre sem ter tido embora.

Escarvo o que não sei se virá, inquieto poema em pele –
não capturo a silhueta do que imprecisamente vejo,
não concluo, nada me obedece no concerto de formas.

Amparo-me no incerto que é solitária certeza,
cedo e me entrego em favor da imersão –
celebro o que não se curva ao meu pincel.

Você se esvai em melodia agora, você se vira e me olha,
na candura do sorriso desenha um lembrete do seu desdém.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Citação: Alice A. Bailey (1880-1949)

"Eu ressalto aqui que o verdadeiro amor ao grupo nunca se manifesta como ódio ao indivíduo. Ele pode resultar no impedimento das suas atividades ou empreendimentos, quando isso é considerado desejável em vista do interesse do todo, e se o que ele está fazendo é visto como um dano ao bem coletivo. Mas o impedimento não será destrutivo. Será educativo e terá a evolução como resultado."

O destino das nações
(1949)

Alice A. Bailey
(1880-1949)

- Tradução minha

Considero muito benéfico manter essas ideias em mente, especialmente nestes tempos pré-eleitorais, em que pode haver uma tendência mais a odiar o adversário do que a amar o coletivo.